11 de out de 2011

Se recordar é viver, vou viver pra sempre então.


- Porque sempre recordarei de muita coisa.




Sempre disse a todos para que aproveitem os momentos, guardem as lembranças e suguem o Maximo possível das experiencias negativas, como se fossem positivas... Minha vida é cheia de recordações, vivo numa enorme lembrança... Momentos difíceis que recordo para valorizar o presente, momentos errados que recordo para ser sábio e não errar mais...



Me lembro do menino meigo que era, carinhoso e amoroso, corajoso, de bem com a vida, que usava um óculos quadrado, boné pra trás e camiseta de manga comprida. Que ouvia Pitty e jogava Sim City, que nos finais de semana ia pro prédio da amiga e ficava lá, bebendo ice achando que era vodka e conversando sobre a escola, lembro de como era em casa, diferente... meio seco, lembro das minhas paixões, dos meus encantamentos, da maneira como eu via um elogio, da maneira como eu elogiava... da forma como eu interpretava sub Nicks e da minha necessidade absurda de estar preso a alguém, iludido, apaixonadinho...

Lembro de você, que conheci do nada... Ex do meu ex, o meu pseudo rival, que eu fucei um dia e pensei: “Que carinha de metido esse mlk tem”. Você, cheio de figuras de linguagem, mimos e expressoes engraçadas, que conseguia me arrancar sorrisos mesmo quando eu estava discutindo e esbravejando. Voce que deu inicio a uma grande e longa historia, talvez a da minha vida. Você que me adicionou e que começamos a conversar quando do nada nos deparamos com uma cumplicidade... Um pacto, você de lá da terra da linguiça, eu daqui, da cidade que não dorme, eternos amantes, eternos cúmplice. Foi mostrando um vídeo, Spirit of london 2008, o maior festival de musica eletrônica do Brasil, muita musica, efeitos especiais, lasershots e de um lado alguém que ia, e queria fazer um pouco de invejinha, do outro, o menino que nunca tinha visto algo parecido, assim iniciamos um assunto, uma amizade, bastante peculiar, já no primeiro dia se despedir foi meio difícil... Alguns rodeios se passaram, baladas daqui e um tempinho sem se falar fez bem, de repente aquele Nick estava online quase que diariamente e a primeira conversa ainda marcara na minha memória... Oi eu disse... Os dialogos a partir daí foram diversos... Com ele debati sobre politica, foi minha primeira decepção, um petista.... Debatiamos sobre drogas, religião, namoros, falávamos sobre família, sexo, programas de TV, sobre a mari e a meiri, que mesmo sem conhece-las tenho um sentimento enrustido... Falavamos sobre as maravilhas da cidade grande, e sobre a graça que tinha morar numa cidade que dava pra contar quantas ruas tinha. Era no mínimo um balde de gelo quando a internet via radio falhava e ficávamos sem comunicação... Em poucos dias, eu ouvia uma mensagem de voz, era de uma musica gospel, voz forte, com um sotaque de leve, foi o meu primeiro own. Não precisou de semanas pra nos depararmos com um desejo de estar perto, presente, um sentimento inenarrável, era um menino lindo, com relacionamentos problemáticos, dedicado, estudioso, atrapalhado e ingênuo, mas bastante safadinho também... Era um homem, cheio de pensamentos, medos, vícios, responsabilidades, sonhos... Entravamos e sempre tinha assunto, abríamos a janela pra fechar pingando de sono, os depoimentos cheios de satisfação, do tipo : Fui ali e volto a noite, me espera” empipocavam no meu Orkut e eu aprendi a me viciar nisso

O tempo foi passando, e mesmo com a promessa de que independentemente  do namorado que arrumássemos seriamos pra sempre amantes e cúmplices, uma vontade tremenda de sermos nossos próprios namorados e amantes tomava conta.

Uma oportunidade surpresa caiu como uma luva, ou como uma bomba. A prima doida, que falava pra caramba ia pra SP ver o pai... Um almoço na casa da vó e só precisava convencer a dona Nyna pra que ele viesse também... Depois disso bastou uma tarde de sol no Ibirapuera para confirmar o que o computador não tinha passado direito. Mas antes, teve aquela conversa pré encontro no telefone, eu, em casa, sentado no meu sofá, TV desligada e janela entreaberta, era de manhã, você, no sofá verde limão, do lado da sua prima bocona... Era um assunto estranho, as palavras demoravam pra sair, só ouvir a respiração era bom, só de ver na bina que o DDD era igual ao meu, me fazia arrepiar, a conversa estava pronta pra acabar, um encontro era marcado.

Estação Santana, desço do vagão em direção as escadas e na lentidão dos degraus descendo, eu vejo, Alto, magro, cabelos pretos pretos, olhos verdes, meio franzino, tímido... braços cruzados, olhar meio parado, desconhecido... Oi! Eu disse... dei um abraço, meio gelado, como se aquilo não fosse verdade e ouvi: “ É Ramon... estamos nos conhecendo, você tem noção?” Esta declaração, meio duvidosa me deixou parado... Faltava alguém ali, a prima atrapalhada estava com problemas no bilhete, a ajudei, e subimos as escadas voltando a plataforma... Sem contar minhas brincadeiras com o menino que não tinha o habito de andar de metro, por estar encantado e desacreditado, chegamos no Ibirapuera, por ali andamos... e andamos, conversávamos, mas nada ainda... Decidimos sentar em uma mesa, Dani falava... e falava... Estavamos inquietos, queríamos concretizar, oficializar o que estava reprimido, levantamos, aproveitamos uma brecha e caminhamos mais um pouco... nada ainda, até que um banco verde, junto a uma arvore foi a grande salvação.... Sentamos, Dani com sede, levantou-se e disse que ia beber água... Era a hora, mãos suadas, coração batendo rápido, um beijo forte, com direito a mão no rosto e tudo. Ah, que sorriso lindo que eu enxerguei nos meus próprios lábios. Levantamos, mãozinhas magnetizadas, já era... ali eu tinha entregue minhas noites atuais e meus sonhos futuros...

Poderia narrar todos os nossos encontros, conversas e até brigas, que provaram e provam o quanto eu amei, quis e vivi nossa historia, poderia relembrar fotos, e até vídeos que mostraram o quanto nossa vontade de estar era maior do que a distancia que nos separava, relembrar dos filmes que assistimos juntos e daquele ultimo encontro, quando eu ainda trabalhava no governo e o assunto do dia foi : O visto.  mas lembrar com nostalgia, pesar e angustia já me é de costume e depois de 1 ano e meio acordo e dou bom dia a estas lembranças.

Me arrependo de apelar em algumas situações, ter jogado um pouco, ter me desesperado e enfiado meus pés pelas mãos. Mas nada disso muda o que sempre senti, talvez eu viva outra historia, tomara que com mais êxito, talvez eu volte a ficar com as mãos soadas e com o coração acelerado, mas a certeza de que eu sempre vou querer que isso aconteça por você pra mim é quase 100%.

Duvido que eu queira cantar esta musica desta maneira, com estas estrofes, na verdade a ouço porque diz tudo, ainda tenho fé e esperanças de que eu não precise canta-la com certeza e convicção de que é uma verdade, mas se um dia eu fizer, que seja exatamente como ela diz.

Logo abaixo, a letra e o vídeo.

É isso!


Que bom te encontrar
E ver que você está feliz
Um lindo sorriso que diz
Que tudo está muito bem

Pode-se ver!
Você em nada mudou
O tempo bem te tratou
E com certeza um alguém...

Que bom te encontrar
Não sei bem o que te dizer
Mas já sei viver sem você
Custou mas enfim aprendi

Tudo acabou
O nosso amor teve fim
Mas as lembranças que ficam
Não se apagam assim...

Tem coisas que a gente
Não tira do coração
Amores passados
Que ficam na recordação

Que bom te encontrar outra vez
Encontros são mesmo assim
Um filme que a gente rever
E vai embora no fim...

Já tenho também um outro amor
Também minha vida refiz
Que bom te encontrar
E dizer que também sou feliz...

PS:Ich liebe dich noch immer 
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